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Ministro admite que "há um risco" na avaliação da Autoridade da Concorrência na entrada da Lufthansa na TAP

Ministro admite que "há um risco" na avaliação da Autoridade da Concorrência na entrada da Lufthansa na TAP

No início de janeiro de 2027 já poderão existir condições para lançar a Oferta Pública de Venda (OPV) para os 5 por cento de capital da TAP reservado aos trabalhadores, adianta o ministro das Infraestruturas.

Rosário Lira - RTP Antena 1 /

Imagem e edição vídeo: Pedro Chitas

Miguel Pinto Luz admite que "há um risco" na avaliação que a Autoridade da Concorrência vai fazer à entrada da Lufthansa no capital da TAP, mas adianta que a avaliação da companhia alemã já tem em conta esses riscos, até porque, ao longo do processo, foi mantendo contactos com a Comissão Europeia.

Sem querer concretizar que riscos são, em entrevista ao programa Conversa Capital, da Antena 1 e Jornal de Negócios, Miguel Pinto Luz vai dizendo apenas que, parte dos remédios que a Comissão Europeia poderia impor, já foram antecipados e previstos. 

Tanto assim, que o Governo acredita que pode fechar o negócio da TAP antes mesmo do prazo de 18 a 24 meses porque, admite, que a Autoridade de Concorrência europeia seja mais rápida e permissiva. "Queremos crer que podemos fazer em menos tempo", revela o ministro das Infraestruturas que considera que 12 meses seria o ideal.
Nos próximos meses as minutas dos contratos entre a Lufthansa e a TAP vão ser trabalhadas, nomeadamente com a execução das condições precedentes para que, tendo em conta o que ficou acordado entre as duas partes, no final do ano o contrato definitivo possa ser assinado. Nessa altura serão colocados à disposição dos trabalhadores os 5 por cento extra do contrato.
Miguel Pinto Luz diz que seria "interessante" e "saudável" que os trabalhadores assumissem essa posição.
Já quanto à gestão da empresa, Pinto Luz explica que, até o processo estar concluído, a Lufthansa vai acompanhar a execução do plano estratégico da TAP através de uma comissão que vai ser criada. "Não põe os pés na TAP", garante.
Relativamente ao futuro e à possibilidade da Lufthansa vir a ficar com a participação maioritária remanescente de 50,1%, em resposta ao CFO da Lufthansa que terá dito que estavam a decorrer negociações, Pinto Luz assegura que nada está a acontecer nesse sentido. "Os próximos passos são encontrar consensos".
E escusa-se a revelar se, nas conversas com o Chega e o PS, a hipótese foi adiantada.
O ministro diz que a ideia surgiu ao longo do processo com o compromisso de avaliar posteriormente, mas defende que os portugueses devem ficar contentes.
Sobre o facto da Lufthansa querer o novo aeroporto construído o mais rapidamente possível e a ANA continuar a dizer que antes de 2036 não ser possível, e ao contrário da pretensão do Governo que quer o novo aeroporto pronto em 2034, Miguel Pinto Luz mantém esta data como objetivo. Diz mesmo que em janeiro de 2027 as máquinas vão estar no terreno para dar início ao processo de desmilitarização. Assim sendo, assegura que em 2029 há condições para avançar com a construção.
Garante que da parte do Estado tudo será feito para que assim aconteça e a "ANA e a Vinci não terão desculpas".
Neste âmbito lembra que o Governo está a acelerar na terceira travessia do Tejo que, segundo adiantou Pinto Luz, vai entrar para avaliação de impacte ambiental já nos próximos dois meses, para que a obra esteja concluída em 2034, a tempo do novo aeroporto.
Relativamente ao TGV, o ministro das Infraestruturas admite que está a ser estudada a possibilidade do troço Soure-Carregado ser dividido em duas Parcerias Público-Privada (PPP).
Entrevista conduzida por Rosário Lira, da Antena 1, e Maria João Babo, do Jornal de Negócios.

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